Em 4 de novembro, em São Paulo, a indústria que compra óleo e gordura vegetal se reúne para entender o que muda no preço e no imposto a partir de 2027.
A BT Agro Brasil realiza no dia 4 de novembro de 2026 o 4º Workshop BT Agro Brasil, com o tema “Óleos e gorduras vegetais: mercado, tendências e reforma tributária”. O encontro acontece das 9h às 12h, no auditório da Torre A, na Chácara Santo Antônio, em São Paulo.
A data não é por acaso. O workshop acontece a menos de dois meses da virada de 2027, quando PIS e Cofins deixam de existir e a CBS passa a ser cobrada de fato, conforme o cronograma da Lei Complementar 214/2025. Para quem compra óleo e gordura todo mês, isso deixa de ser assunto só do fiscal e passa a ser custo de matéria-prima.
- Data: 4 de novembro de 2026 (quarta-feira)
- Horário: 9h às 12h
- Local: Auditório da Torre A, R. Arquiteto Olavo Redig de Campos, 105, Chácara Santo Antônio, São Paulo/SP
- Organização: BT Agro Brasil, empresa associada à ABF
Por que o tema importa para quem compra óleo e gordura
Desde 2013, os óleos vegetais de consumo humano tinham alíquota zero de PIS e Cofins, pela Lei 10.925/2004. A reforma mudou esse desenho. Na LC 214/2025, apenas o óleo de babaçu ficou na Cesta Básica Nacional, com alíquota zero de IBS e CBS (Anexo I). Os óleos de soja, milho, canola e demais óleos vegetais foram para o Anexo VII, com redução de 60% sobre a alíquota padrão.
Na prática, um insumo que hoje não paga PIS/Cofins passa a ter tributo sobre o consumo, ainda que reduzido. Tributaristas já questionam a constitucionalidade da mudança, mas, até decisão em contrário, é essa a regra que vale. E o benefício está amarrado ao código NCM do produto: a classificação fiscal correta passa a ter efeito direto no preço.
O calendário da transição ajuda a dimensionar o impacto:
- 2026: fase de teste, com CBS de 0,9% e IBS de 0,1%, compensáveis com PIS/Cofins
- 2027 e 2028: CBS cobrada integralmente, PIS e Cofins extintos
- 2029 a 2032: IBS substitui gradualmente ICMS e ISS (10%, 20%, 30% e 40%)
- 2033: novo sistema em vigor pleno
Ao mesmo tempo, o mercado físico segue disputado. A Abiove projeta produção recorde de 12,75 milhões de toneladas de óleo de soja em 2026, mas boa parte desse volume tem destino energético: em 2025, o óleo de soja respondeu por 73,3% do biodiesel produzido no país, segundo a própria Abiove. Preço, imposto e disponibilidade passam a se mover ao mesmo tempo.
Quem fala e o que esperar
Eduardo Mesquita Nunes, CEO da Siol Alimentos. Tema: “Mercado de óleos e gorduras vegetais para a indústria de alimentos e nutrição animal: tendências futuras”.
A Siol é uma indústria paulista fundada nos anos 1970 que integra todo o processo: extração e refino de óleos vegetais (com destaque para soja e milho), produção de gorduras hidrogenadas e interesterificadas, margarinas e envase. Atende varejo, food service e grandes indústrias, e exporta para América Latina, África, Europa e Oriente Médio. É a visão de quem está dos dois lados do balcão: compra matéria-prima e vende gordura formulada para panificação, confeitaria, fritura industrial, sorvetes e massas.
Pedro Miguel A. Oliveira, especialista em Direito Tributário e Empresarial. Tema: “Reforma tributária: o impacto dos impostos em óleos e gorduras vegetais”.
Presidente da Comissão de Direito Tributário da OAB/SP (Subseção SBC), membro regional da Comissão de Direito Tributário da OAB/SP e conselheiro do Conselho Municipal de Tributos de São Bernardo do Campo. Assessora empresas do setor alimentício, como Nestlé, Melitta e Dia Brasil, e é fonte frequente da Folha de S.Paulo e do Estadão sobre reforma tributária e estratégia fiscal.
Quem estará na sala e por que o networking vale a manhã
O workshop é feito para quem decide a compra de matéria-prima. A plateia reúne donos e gestores de indústrias de fritura, biscoitos, sorvetes, chocolates e nutrição animal, além de compradores e responsáveis por suprimentos de empresas que consomem óleos e gorduras vegetais de forma recorrente.
As três edições anteriores foram bem-sucedidas, e esta será a maior até agora. O mercado chega com expectativa alta: num ano de mudança tributária e oferta disputada, reunir no mesmo auditório quem produz, quem interpreta a lei e quem compra é o que torna o encontro útil. É um ponto de encontro do setor, não uma sequência de apresentações comerciais.
Boa parte do valor está fora do palco. Num mesmo auditório, o comprador de uma fábrica de biscoitos encontra quem compra para sorvete, chocolate ou ração, e descobre que enfrenta os mesmos problemas: prêmio alto, ruptura de entrega e pouca previsibilidade de custo. Trocar essa experiência com quem está do mesmo lado da mesa costuma render mais do que qualquer relatório.
O networking também aproxima quem compra de quem produz e de quem entende de tributo. É a chance de conhecer pessoalmente um fornecedor com quem você só fala por e-mail, comparar como outras indústrias estão se preparando para 2027 e sair com contatos que ajudam no próximo fechamento de compra. Vale reservar tempo antes e depois das palestras para essas conversas.
O que fazer antes do dia 4
Para aproveitar as três horas, vale chegar com o dever de casa feito:
- Liste os óleos e gorduras que você compra, com o código NCM de cada um. É ele que define se o item tem alíquota zero ou redução de 60%
- Pergunte aos seus fornecedores se já destacam CBS e IBS na nota fiscal desde a fase de teste
- Revise contratos de fornecimento que atravessam a virada de 2027 e veja se há cláusula de repasse de tributos
- Leve junto quem cuida do fiscal ou do financeiro. O crédito tributário muda a comparação entre propostas
- Defina com quem quer conversar: um fornecedor, um setor vizinho ao seu ou o próprio palestrante. Networking rende mais quando tem objetivo
Quem chega com essas perguntas sai do workshop com respostas aplicáveis ao próximo fechamento de compra, e não apenas com um panorama.
Onde a BT Agro entra
A BT Agro Brasil é uma corretora de commodities agrícolas e não tem estoque próprio. Conecta a indústria compradora a refinarias, esmagadoras, usinas e tradings, por meio de uma rede de mais de 50 franqueados no Brasil e no exterior. O workshop nasce desse papel: colocar na mesma sala quem produz, quem compra e quem ajuda a ler o mercado, sem interesse em empurrar um produto específico.
Como participar
O 4º Workshop BT Agro Brasil não tem ingresso à venda: a participação é exclusiva para convidados. Se a sua indústria compra óleos e gorduras vegetais e você quer estar no auditório e na roda de conversa do dia 4 de novembro, fale com a equipe da BT Agro Brasil ou com o franqueado da sua região e solicite o seu convite.